MEDO E IMPLICAÇÕES
Pergunta: Vários autores falam sobre as questões relacionadas ao medo nas situações de nossa vida, mas parece mais fácil nos livros do que na prática, eu gostaria de saber como lidar com o medo e efetivamente me livrar dele para viver melhor.
Que bom trazer esse tema para conversarmos porque é bastante relevante em todas as épocas da nossa vida. Cada um de nós, em vários momentos, já sentiu medo e até mesmo pânico e, de algum modo, conseguiu restabelecer o controle.
Em princípio seria interessante analisarmos os diversos aspectos na formação desse sentimento em nós, em geral não é uma emoção natural do ser humano, mas sim uma crença imposta pela sociedade em que vivemos.
Em um aspecto, podemos dizer que “o medo já é!”, sei que parece absurdo, mas de fato quando sentimos um medo profundo de algo, aquilo já está manifestado em nossa vida.
Senão vejamos, uma situação em que você sente um medo absurdo de estar em um lugar alto, se for a fundo nesse medo pode descobrir que o seu medo de cair é, na verdade, medo de perder o controle ou medo de confrontar o ego e, nesse caso, o ego já está comandando a situação e o colocando nessa situação de medo, ou seja, “o medo já é!”.
Ir à fundo em nossos medos é uma técnica de Gestalt Terapia que propõe que o cliente vá se aprofundando mais e mais naquele sentimento que o incomoda e, por fim, descubra a verdadeira causa para então poder resolver a questão. São sempre duas forças se contrapondo: uma quer ser e a outra nega (por conta de crenças negativas).
Por exemplo, alguém que tenha muito medo de cachorros quando, na verdade, teme a própria ferocidade; ou outra pessoa que tem fobia de pássaros e, de fato, está ocultando o próprio desejo de alçar “vôos”, ou seja, fazer mudanças profundas em sua vida.
Uma outra visão sobre o medo é que ele vem do pensamento negativo que você aceita como sendo verdadeiro, assim apenas após tê-lo aceitado é que ele passa a atuar em você com o forte sentimento de medo, ou seja, só “entra” se você disse “sim”, segundo o Gasparetto.
Ouça aqui os áudios do Podcast do Gasparetto na Rádio Mundial chamado “Falando com você” onde ele fala sobre esse e muitos outros temas interessantes e úteis para a nossa vida.
Nesse ponto somos instados a retomar a nossa própria responsabilidade pois demos permissão àquele pensamento negativo a tal ponto que ele se transformou em medo profundo. São as duas faces da mesma moeda: de um lado auto responsabilidade e do outro poder pessoal.
Se tivemos uma experiência ruim em alguma área de nossa vida, então quando estamos diante da mesma situação podemos ter um maior cuidado em lidar com aquilo novamente. Cuidado com algo é amadurecimento ao contrário do medo que indica uma patologia; o medo é uma energia paralisante, o cuidado é uma energia
Ainda temos os modos como o medo se projeta, por exemplo, em mulheres se sentindo inseguras e preocupadas, na verdade estão com medo; já os homens quando estão nervosos, estão na verdade sentindo medo, porque sua criação não permitia que sentisse medo.
Também há variações:
medo patológico, é o medo que a pessoa tem sem ter tido a vivência “daquilo”, ou seja, é uma ilusão;
receio, está associado a experiência que efetivamente aconteceram e por isso não é descabido;
pensamentos mórbidos, causando uma preocupação e mal estar desnecessários, sobre coisas que de fato não aconteceram ou não têm chance de acontecer;
medo paranóico, também chamado de “responsabilidade”, tem que sofrer e se preocupar para ser “bem visto” pelas pessoas de seu meio;
Precisamos nos observar porque, muitas vezes, negamos a nossa intuição para sermos “bem aceitos” e acabamos aceitando os valores “de fora para dentro” desejando ser aceitos e fazer parte do “grupo”. Com isso, nos distanciamos mais e mais de nós mesmos e acabamos nos perdendo de nossa essência e verdadeiro eu.
O contrário disso é o discernimento, quando observamos uma situação e, ao invés de já entrar em vibração de medo, passamos a analisar aquilo segundo as nossas próprias verdades, tendo em mente que nós já somos “alguém”, ser único da criação divina. Esse é o caminho de se encontrar verdadeiramente.
Uma outra visão sobre o medo vem do Bashar, entidade canalizada por Darryl Anka há mais de 40 anos, que explica que não precisamos lutar contra o medo, pois ele só existe porque (talvez inconscientemente) você acredite que ele está te servindo de algum modo.
Assim, na verdade é necessário que você descubra qual é a crença por trás daquele medo, refletindo “o que eu preciso acreditar para gerar esse medo em mim?”, para no final perceber que ele vem de uma crença que não te pertence e, no mais das vezes, vem de alguém de sua família, trabalho ou sociedade em que vive.
Uma vez que encontre a crença que está por no fundo daquele medo e perceber que não é sua, poderá então “acolher” aquele sentimento, sabendo que foi útil para te levar àquela compreensão para, no momento seguinte, então deixar ir embora, livra-se dele.
Portanto, segundo Bashar podemos definir o medo não como um inimigo, mas como um sinalizador de que algo em nós está desalinhado, precisando ser compreendido, acolhido e transformado por novas escolhas.
Assista alguns vídeos do Bashar sobre o medo:
Bashar segue explicando os pontos principais sobre o medo e sua transformação:
O Medo traz uma mensagem, ele é um alerta de que você está imerso em alguma crença que não está alinhada com o seu verdadeiro Eu que é a sua essência;
Ele indica a presença de crenças limitantes, te alertando de que você está vibrando numa frequência de crenças falsas ou negativas;
O Medo e a Excitação são a mesma energia, e apenas se diferem de acordo com a definição que você dá a elas:
Essa energia de excitação quando passa por crenças negativas te leva a sentir medo;
A mesma energia filtrada por uma crença positiva e alinhada te proporciona o entusiasmo legítimo.
O medo é, na verdade, uma auto sabotagem pois muitas vezes você, acreditando em um resultado negativo acaba, verdadeiramente, criando resistência ao fluxo natural de sua vida;
Bashar propõe uma espécie de metodologia para transformar o medo:
Inicialmente é preciso reconhecê-lo como uma espécie de amigo e mensageiro;
Identificação da crença perguntando a si mesmo: “O que eu teria que acreditar como verdadeiro para sentir esse medo?”
Após identificar a crença falsa, compreender que ela não faz sentido, precisa acolhê-la em agradecimento por ter te trazido para essa compreensão sobre suas crenças obsoletas;
Por fim, está livre para fazer novas escolhas para crenças que você realmente prefere e acredita que ressoam mais com a sua verdade pessoal.
Resumindo, o medo é uma oportunidade para você vasculhar as suas próprias crenças, acolhendo-as em um primeiro momento para depois então poder transmutá-las através de novas e melhores escolhas, subindo a sua vibração para uma frequência de empolgação e alegria.
Leia aqui no Blog sobre crenças limitantes
Em tudo temos um aprendizado e aquilo que realmente nos liberta é o autoconhecimento, descobrir quais são as suas crenças, nem todas são ruins e várias delas te levam adiante, impulsionando a sua vida.
Se o medo se faz presente em sua vida mais do que o comum busque profissionais que possam te ajudar com terapias apropriadas.
Agradeço o contato e convido os leitores a enviarem as suas perguntas...
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