Namastê e Om Mani Padme Hum

Namastê e Om Mani Padme Hum

A palavra NAMASTÊ é o cumprimento em
sânscrito que literalmente significa:

Namastê


"Curvo-me perante a ti", é a forma mais digna de
cumprimento de um ser humano para outro.


    Expressa um grande sentimento de respeito. Invoca a percepção de que todos nós compartilhamos da mesma essência, da mesma energia, do mesmo universo.

Namastê possui uma força pacificadora muito intensa.

Em síntese é "Saúdo a você, de coração"! e deve ser retribuído com o mesmo cumprimento.

    O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você. O Deus que há em mim saúda o Deus que há em ti. O Espírito em mim reconhece o mesmo Espírito em você.


    A minha essência saúda a sua essência. As pessoas que trocam indiferença, desconfiança ou ódio, são pessoas que esqueceram que Deus habita cada ser.

Namastê e Om Mani Padme Hum
    Conhecido pelos budistas como Anjali Mudra, consiste no simples ato de pressionar as palmas das mãos ante o coração e os dedos apontando para cima, no centro do peito.

    Inclina-se levemente a cabeça sem ser acompanhado de palavras. Frequentemente fecha-se os olhos, para então curva-se à coluna, em sinal de respeito à divindade que preenche todos os espaços do universo.

    A coluna retorna à posição ereta mais lentamente do que quando abaixou, também simbolizando respeito à outra pessoa. Os cinco dedos da mão esquerda representam os cinco sentidos do coração, enquanto os dedos da mão direita representam os cinco órgãos da razão.

    Significa então que mente e coração devem estar em harmonia, para que nosso pensar e agir estejam de acordo com a Verdade. Também é um reconhecimento da dualidade que existe no mundo, simbolizando a união das polaridades, esquerda e direita, bem e mal e sugere um esforço de nossa parte para manter essas duas forças unidas em equilībrio.


    Dez dedos unidos no Namastê. O número dez é símbolo da perfeição, da unidade, do equilíbrio perfeito. Os Dez Mandamentos; As Dez emanações da Árvore da Vida; Os Dez vértices da estrela de Pitágoras; A Parábola dos Dez Talentos (Mt,25).

Namastê e Om Mani Padme Hum
    Toda a criatura é um reflexo dos Dez Atributos Divinos: Apego, Bondade, Conhecimento, Entendimento, Esplendor, Harmonia, Perseverança, Realeza, Sabedoria, Severidade.

    Namastê traz o Sagrado para dentro de cada ser humano, afirmando que Deus não está no céu, num templo ou mesmo na natureza.

    Deus está em tudo, em cada um de nós e qualquer dissociação da imagem do divino da nossa é inútil. Ao fazer o Namastê, afirmamos que todos somos filhos e partes do Sagrado, indissociáveis e iguais.


Namastê e Om Mani Padme Hum

OM MANI PADME HUM -
OM MANI PEME HUNG


Os Poderes das Seis Sílabas

Gen Rinpoche, em seu comentário sobre o significado disse: 

    O mantra Om Mani Padme Hum é fácil de dizer e ainda assim muito poderoso, porque ele contém a essência de todo o ensinamento.

    Quando você diz a primeira sílaba

  • OM lhe é agraciado uma ajuda para você alcançar perfeição na pratica da generosidade.;
  • MA lhe ajuda a aperfeiçoar a prática da ética pura,;
  • NI lhe ajuda a alcançar perfeição na prática da tolerância e paciência;
  • PAD, a quarta sílaba, lhe ajuda a alcançar perfeição da perseverança;
  • ME lhe ajuda a alcançar perfeição na pratica da concentração, e a sexta sílaba final;
  • HUM lhe ajuda a alcançar perfeição na pratica da sabedoria.

    Desta maneira a recitação do mantra lhe ajuda a alcançar perfeição nas seis práticas; de generosidade à sabedoria.

    A senda destas seis perfeições é o caminho trilhado por todos os Budas dos três tempos. O que poderia ser mais significativo do que dizer o mantra e alcançar as seis perfeições?"

Prática da Visualização

    Em geral, as práticas de meditações tântricas do Budismo Tibetano consistem em três atividades principais, envolvendo o corpo, fala e mente do praticante. Para que não haja nenhum canto escuro onde os apegos neuróticos possam se esconder, todos os três são realizados ao mesmo tempo:

Namastê e Om Mani Padme Hum
Buda da Compaixão
Avalokiteshvara

  • recitação do mantra, como discutido acima, ocupa a fala;
  • prática de visualização ocupa a mente; e
  • prostrações e gestos simbólicos (mudras) ocupam o corpo

O mantra OM MANI PEME HUNG, em especial, é aprendido com a visualização do Buda da Compaixão, Chenrezi (Avalokitesvara), e o repetir do mantra trás à mente esta visualização.


Namastê e Om Mani Padme Hum

Om Mani Padme Hum

Pronúncia Sânscrita
OM MANI PADME HUM
mantra de Avalokiteshvara
OU
Pronúncia Tibetana
OM MANI PEME HUNG
mantra de Chenrezi
O Mantra da Compaixão

    Em terras tibetanas Budistas a prece mais comum encontrada em todo lugar, é Om Mani Peme Hung, o mantra de Chenrezi, o Buda da compaixão.

    O mantra originário da Índia, à medida que migrou para o Tibet, teve a sua pronúncia modificada porque alguns sons na linguagem sânscrita Indiana eram difíceis para os Tibetanos pronunciarem.

    O Verdadeiro Som da Verdade

    Uma antiga história nos conta um problema similar:

    Um devotado praticante de meditação, depois de anos concentrado em um mantra em particular, havia conquistado insight suficiente para começar a ensinar.

    A humildade do estudante estava longe de ser perfeita, mas os mestres no mosteiro não se preocupavam com isso.

    Com alguns anos ensinando com sucesso deixaram o praticante certo de que não precisava aprender com mais ninguém; mas ao ouvir falar de um famoso ermitão que vivia nas proximidades, viu que a oportunidade era muito atraente para ser deixada de lado.

    O eremita vivia sozinho em uma ilha no meio de um lago, desta forma o praticante contratou um homem com um barco para atravessá-lo até a ilha.

    O praticante foi  muito respeitoso com o velho ermitão. Depois de tomarem chá com ervas, o praticante perguntou ao ermitão sobre suas práticas espirituais.

    O velho lhe disse que não tinha nenhuma prática espiritual, exceto por um mantra que ele repetia o tempo todo para si mesmo. O praticante estava extasiado: o ermitão estava usando o mesmo mantra; mas quando o ermitão pronunciou o mantra em voz alta, o praticante ficou estarrecido!

    "O que está errado?" perguntou o ermitão

    "Eu não sei o que dizer. Eu temo que você desperdiçou toda a sua vida! O senhor está pronunciando o mantra de forma incorreta!"

    Oh! Isto é terrível. Como eu deveria dizê-lo?

    O praticante deu a pronúncia correta, e o velho ermitão ficou muito agradecido, pedindo para ser deixado a sós para que pudesse começar imediatamente na prática.

    Na travessia de volta o praticante, agora obviamente um mestre completo, ficou refletindo sobre o triste destino do velho ermitão.

Namastê e Om Mani Padme Hum

    "Foi muita sorte eu ter vindo. Pelo menos ele terá um pouco de tempo para praticar corretamente antes de morrer."

    Neste instante, o praticante percebeu que o barqueiro estava olhando assustado, e se virou para ver o ermitão de pé, respeitosamente, sobre a água perto do barco.

    "Com licença, por favor. Eu sinto incomodá-lo, mas eu esqueci de novo a pronúncia correta. Você por favor poderia repeti-la para mim?"

    "Obviamente o senhor não precisa disto", gaguejou o praticante, mas o velho insistiu em seu pedido educado até que o praticante demonstrou piedade e repetiu para ele novamente.

    O velho ermitão ficou dizendo o mantra muito cuidadosamente, devagar e repetidamente, assim que caminhava sobre a superfície da água de volta para a ilha.

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