Filosofia Tolteca - Os Quatro Compromissos


Extraído do livro “Os quatro compromissos”
O Livro da Filosofia Tolteca
de Don Miguel Ruiz

O Primeiro Compromisso: 
Seja impecável com sua palavra
Parece simples, mas é extremamente poderoso

    O primeiro compromisso é o mais importante e também o mais difícil de cumprir. Com ele, você será capaz de transcender ao nível de existência que chamo de céu na Terra.

    Por que sua palavra? Ela é o poder que você tem de criar, o dom que vem diretamente de Deus. O Livro do Gênesis, na Bíblia, falando da criação do universo, diz: "No início havia o Verbo, e o Verbo era com Deus, e o Verbo era Deus".  

    Através da palavra você expressa seu poder criativo. É por meio dela que você manifesta tudo. Indepen­dentemente de qual seja a língua que você fala, sua intenção se manifesta por intermédio da palavra. O que você sonha, sente e realmente é, serão manifestados mediante a palavra.

    Ela não é apenas um som ou um símbolo escrito. A pa­lavra é força; é o poder que você possui de expressar-se e de comunicar-se, de pensar e portanto, de criar os eventos em sua vida.

    Você pode falar. Que outro animal no planeta possui esse dom? A palavra é a mais poderosa ferramenta que você possui como ser humano; é o instrumento da ma­gia.

    Porém, como uma espada de dois gumes, ela pode criar o sonho mais belo ou destruir tudo ao seu redor. Uma das lâminas é o mau uso da palavra, que cria um verdadeiro inferno.

    A outra lâmina é a impecabilidade da palavra, que apenas cria beleza, amor e o céu na Terra. Dependendo de como é usada, ela pode libertá-lo ou escravizá-lo mais do que imagina. Toda magia que você possui está baseada em sua palavra. Sua palavra é pura magia, e o mau uso dela é magia negra.



O Segundo Compromisso:
Não leve nada para o lado pessoal

Na verdade os três compromissos seguintes
se originam do primeiro. O segundo deles é: não leve
 nada para o lado pessoal.

O que quer que aconteça com você, não tome como pes­soal. Usando o exemplo já mencionado, se o vejo na rua e digo: "Você é um estúpido", sem conhecê-lo, não estou fa­lando de você, estou falando de mim. Se levar para o lado pessoal, talvez você acredite que é estúpido. Talvez possa dizer para si mesmo: "Como ele sabe? Será clarividente? Ou todos percebem que não passo de um estúpido?"

Você leva tudo para o lado pessoal porque concorda com o que está sendo dito. Assim que concorda, o veneno passa através de você e o prende no sonho do inferno. O que causa sua própria captura é o que chamamos de importância pessoal, a expressão máxima do egoísmo. 

Cometemos a presunção de achar que tudo é sobre "nós". Durante o período de nossa educação — ou domesticação — apren­demos a levar tudo para o lado pessoal. Achamos que somos responsáveis por tudo. Eu, eu, eu e sempre eu!

Nada do que os outros fazem é motivado por você. É por causa deles mesmos. Todas as pessoas vivem em seu pró­prio sonho, em sua própria mente; estão num mundo completamente diferente daquele no qual vivemos.

Quando le­vamos algo para o lado pessoal, presumimos que os outros sabem o que está em nosso mundo — aquilo que tentamos impor ao mundo deles.


O Terceiro Compromisso: Não tire conclusões

    Temos a tendência a tirar conclusões sobre tudo. Presu­mir. O problema é que acreditamos que elas são verdadei­ras. Poderíamos jurar que são reais.     Tiramos conclusões so­bre o que os outros estão fazendo e pensando — levamos para o lado pessoal —, então os culpamos e reagimos en­viando veneno emocional com nossa palavra.

    Por isso, sempre que fazemos presunções, estamos pedindo proble­mas. Tiramos uma conclusão, entendemos errado, levamos isso para o lado pessoal e acabamos criando um grande conflito do nada.

    Toda a tristeza e drama de sua vida foram causados pelo fato de você ter tirado conclusões e levado as coisas para o lado pessoal. Pare um instante para examinar essa afirmativa. Toda a teia de controle que envolve os seres humanos vem daí. Todo o nosso sonho de inferno é baseado nisso.

    Criamos muito veneno emocional apenas tirando con­clusões e fazendo isso de forma pessoal, porque geralmente começamos a tagarelar sobre nossas conclusões. Lembre-se, fofocar é a forma como nos comunicamos no sonho do inferno e transferimos veneno de uns para os outros.

    Como ficamos com medo de pedir esclarecimentos, tiramos con­clusões e acreditamos estar certos sobre elas; depois as defendermos e tentamos tornar a outra pessoa errada. Sempre é melhor fazer perguntas do que tirar conclusões, porque as conclusões nos predispõem ao sofrimento.



O Quarto Compromisso: Dê sempre o melhor de si

Existe apenas mais um compromisso, porém é o que per­mite que os outros três se tornem hábitos profundamente enraizados. O quarto compromisso se refere à ação dos ou­tros três: dê sempre o melhor de si.

Sob qualquer circunstância, sempre faça o melhor pos­sível, nem mais nem menos. Porém, tenha em mente que o seu "melhor" nunca será o mesmo de um instante para outro.

Tudo está vivo e mudando o tempo todo; portanto, fazer o melhor algumas vezes pode produzir alta qualidade e outras vezes não será tão bom. De manhã, quando você acorda, descansado e energizado, o seu "melhor" tem mais qualidade do que quando você está cansado, à noite.

Seu "melhor" possui mais qualidade quando você está saudável do que quando doente, ou sóbrio em vez de bêbado. Seu "melhor" vai depender de você estar se sentindo maravilho­samente feliz ou aborrecido, zangado, ciumento.

Nos diferentes estados de espírito do dia, seu humor pode mudar de um instante para outro, de uma hora para outra ou de um dia para outro. Seu "melhor" também irá se alterar ao longo do tempo.

À medida que você se habitua aos Quatro Compromissos, seu "melhor" irá se tornar mais e mais eficiente. Independente da qualidade, continue dando o melhor de si, nem mais nem menos.

Se você se esforçar demais para conseguir seu "melhor", irá gastar mais energia do que é necessário, e no final seu "melhor" não será o suficiente. Quando você exagera, esgota seu corpo e vai contra si mes­mo, leva mais tempo para alcançar seu objetivo.

Se fizer menos do que seu "melhor", vai sujeitar-se a frustrações, autojulgamento, culpas e arrependimentos.

Simplesmente, dê o melhor de si — em qualquer cir­cunstância da sua vida. Não importa se você está doente ou cansado, se der sempre o melhor de si, não haverá forma de julgar a si mesmo.

E, se não julga a si mesmo, não há forma de ficar sujeito à culpa, ao arrependimento e à auto-punição. Fazendo sempre o melhor, você vai quebrar um encantamento sob o qual sempre esteve.

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Sou Marlene, criadora do blog Eu Sou Marlene. Compartilho reflexões sobre espiritualidade aplicada ao cotidiano, autoconhecimento e transformação pessoal. Sinta-se à vontade para entrar em contato." 

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