SER SI MESMO x MEDO E INSEGURANÇA
Pergunta: O que realmente significa “ser você mesmo”? O que é de fato nosso “verdadeiro eu”? O que fazer com nossos medos e inseguranças? E se aquilo que tentamos esconder, ou pelo que somos julgados, seja a nossa maior luz?
Aquele que não tiver pecados que atire a primeira pedra… lendo a sua pergunta, a primeira ideia que me veio à mente foi a frase acima por me parecer ser a que mais se encaixa na solução desse enigma.
Qual de nós não tem, ou já não teve, medos e inseguranças? A nossa luz está escondida onde ninguém poderia achar… dentro de nós mesmos… de tal forma que só podemos encontrá-la quando fizermos o caminho para dentro e não para fora.
Aqui uma visão importante sobre o tema: somos um com o todo e todos ao nosso redor são o nosso próprio reflexo, de onde se conclui que tudo está dentro e, é à partir desse ponto que podemos “mudar” o que está fora.
Se você olhar para o seu reflexo no espelho e achar que não gosta do que vê qual é a solução? Mudar a si mesmo ou trocar de espelho? Assim, voltamos para a conclusão de que o poder está dentro de você e não fora.
Do momento em que o nosso caminho ou propósito nessa vida é viver o sentido que damos a ela - já que por si só a vida não tem sentido - voltamos para o nosso próprio poder interno gerenciando nossa vida.
Entretanto, somos todos aprendizes nesse belo planetinha azul e, como tal, temos boas e más atitudes, pensamentos e ações. Como lidar com as coisas “não boas” que carregamos em nós?
Talvez a atitude mais apropriada seja justamente integrar todos os nossos “lados”, compreendendo que aqueles aspectos “não bons” também fazem parte de nós e não vão desaparecer só porque os estamos ignorando.
Aqui chegamos à compreensão de que não podemos mudar algo que não nos pertence, ao contrário, só podemos transformar aquilo que é nosso, por isso é necessário integrar todos os nossos “lados” para só depois transformá-los.
Um bom livro que pode ajudar nessa compreensão é "Ao Encontro da Sombra" que trata justamente de olhar e integrar todos os aspectos de nosso ser.
Vamos refletir um pouco, por exemplo, se você sente raiva, mas sabe que isso não é “bem visto” no seu meio social então você nega aquilo e se esforça para ser a pessoa mais calma possível na maior parte do tempo, guardando aquele sentimento bem lá no fundo de si mesmo.
Isso seria mais parecido com uma bola de borracha batendo velozmente dentro de uma caixa e, em algum momento, vai acabar saindo por alguma “brecha” nessa caixa e, como está sendo reprimida há muito tempo, vai sair com a maior velocidade possível fazendo um grande estrago.
Entretanto, se você escolher olhar para a sua raiva, acolher e refletir sobre como pode lidar com aquilo de uma forma positiva certamente encontrará uma nova forma de agir e uma nova força interna para lidar com os dilemas da vida, pois ela também é uma força em nós, muitas vezes é apenas tristeza represada buscando uma forma de se expressar; portanto, além de buscar uma ajuda terapêutica, é preciso compreender a força que advém dela e que pode ser melhor direcionada.
Também gosto muito da visão do Bashar quando ele afirma que nossas contradições, inseguranças e medos são “partes de nós” que foram julgadas como inapropriadas, negadas e, por fim, suprimidas; não são “más” de fato apenas refletem uma energia de vibração mais baixa.
Ele segue afirmando: “What you resist, insists”, ou seja, “Aquilo a que você resiste, insiste”. Assim, quando você tenta esconder - ou negar - as suas sombras está, na verdade, fortalecendo-as e mantendo-as na sua própria realidade.
No entanto, quando você interrompe essa luta interna e acolhe com amor todas as partes de si mesmo, essa energia agora livre se transforma em força e criatividade, ou seja, revela a sua luz que estava escondida.
Portanto, o fenômeno da transcendência não está em eliminar a sua sombra, tornar-se um santo ou coisa parecida, mas sim, integrá-la, tirá-la do inconsciente e trazê-la para a luz da compreensão. Integrando os seus medos eles deixam de ter poder sobre você e passam a ser uma energia para o seu crescimento.
O ser si mesmo implica olhar todos os nossos aspectos e integrá-los ao nosso ser e, sob essa perspectiva é tornar-se inteiro (processo de individuação) abraçando todas as nossas partes e todas as nossas contradições, imbuídos de profundo amor por nós mesmos.
O Bashar finaliza explicando que o maior ato de coragem que podemos ter é abraçar a nossa sombra e nisso reside a nossa paz interior verdadeira.
Voltar para a Seção de Perguntas & Respostas

Comentários