COMO DIFERENCIAR INTUIÇÃO DE ANSIEDADE?
Pergunta: Como diferenciar intuição
de ansiedade?
Recebemos constantemente uma avalanche de informações que vêm de fora, porém as nossas decisões cabem a nós mesmos e as consequências delas são sentidas por nós também, na maioria dos casos. Assim, diferenciar intuição de ansiedade é bem apropriado e bastante útil...
Obrigada por enviar uma pergunta tão preciosa, sim, porque essa informação é valiosa e precisamos estar preparados para encontrá-la dentro de nós mesmos ao longo de nossas vidas e com mais precisão tanto mais tempo nos dedicamos a compreendê-la!
Gostaria de trazer ao leitor algumas interpretações ou pontos de vista de diversos autores (espiritualistas ou não), mas que poderão trazer mais luz ao tema que ao mesmo tempo parece tão simples, quase pueril, e complexo quando vivido no dia-a-dia.
Conforme a visão Budista, a ansiedade é o medo de estar vivo no momento presente, estando deslocado para um momento no futuro que ainda não aconteceu porque a “mente” ansiosa quer escapar, pular da realidade presente, para um momento futuro ainda desconhecido e inóspito.
Mesmo acreditando que trata-se de prudência é, na realidade, uma armadilha que rouba o momento presente invalidando aquela experiência e levando a consciência a arriscar-se num futuro que ainda não aconteceu, mas que de todo modo a mente ansiosa tenta não só prever como controlar.
A solução proposta pelo Budismo, Zen Budismo, Taoísmo e outras filosofias orientais espiritualistas é bastante simples em teoria, mas complexa para a mente ansiosa: trazer a atenção completamente para o presente que, na verdade, é o único momento que existe de fato, independente do conceito filosófico que mais lhe agradar.
Gosto bastante desse perfil no Instagram: @mongezenbudista e deixo aqui como sugestão de leitura.
O momento presente pode ser algo de difícil acesso!
Ainda que tal afirmação possa parecer absurda, ela traz em si mesma uma informação preciosa, estar presente no momento presente abre as portas de todas as possibilidades disponíveis naquele nível de consciência; posto que, de fato, é o único momento que existe e é o único momento no qual nós existimos!
No fundo a ansiedade é apego, tentativa de controle sobre um futuro que tem grandes chances de jamais se concretizar e, quando esse futuro chega, a mente ansiosa estará ocupada com um futuro ainda mais distante, já que ela nunca está presente no momento presente.
De modo contínuo, o nosso cérebro é um agente solucionador que, quando usado para questões práticas, é extremamente útil no desempenho dessa função. Entretanto, o futuro como “previsão” não é uma questão prática, mas sim uma questão de possibilidades, o que faz com que o cérebro fique, muitas vezes, perdido e desorientado buscando soluções que, não encontrando, fica confuso.
Naturalmente é importante fazer planos, organizar a própria vida e os próprios interesses em suas diversas áreas, mas é importante também ter clareza mental para fazer isso de modo congruente, constante e eficiente.
Por experiência própria acredito que exercícios de respiração, meditação e, especialmente, a compreensão expandida sobre a realidade e finitude da vida nos levam a um outro nível de expansão de consciência capaz de nos ancorar no momento presente e ver, ou perceber, coisas e situações que a maior parte das pessoas não enxergam.
A prática de técnicas meditativas e de respiração podem ajudar imensamente a restaurar o domínio do “si mesmo”, já que esse é o único sobre o qual temos algum poder, visto que todo o poder está dentro de nós e não fora.
Indo para filosofias mais atuais, temos o ser chamado Bashar, canalizado por Darryl Anka, desde os anos 80, explicando que a ansiedade está diretamente ligada à vibração do tempo, ou seja, “presença” como paz versus “ansiedade ou inquietação” como passado e futuro roubando a paz do momento presente.
Ele vai além, fazendo uma clara distinção entre ansiedade e intuição, na qual a criação do ego à partir de crenças limitantes sobre o futuro gera a ansiedade, ao passo que, a conexão com o nosso Eu Superior flui para nós naquilo que definimos como intuição. (Bashar no YouTube)
Bashar diz que é fácil distinguir porque a intuição flui e a ansiedade bloqueia!
Fazendo ainda uma espécie de comparação entre os dois com o objetivo de exemplificar claramente a natureza da ansiedade versus a natureza da intuição, onde a ansiedade é pesada, urgente, focada no futuro, no medo e na dúvida, na qual o ego tenta agir como protetor e controlador de toda a realidade e a intuição, ao contrário, é calma, focada no momento presente, “sentida” como paz e uma espécie de conhecimento interno, inerente, não urgente, tranquila e sem medo, uma espécie de bússola interna.
Finalizando os conceitos do Bashar, ele sugere a observação do nosso estado interno diminuindo o ritmo, já que a ansiedade é urgente nos levando ao pânico, ao contrário da intuição que nos leva a uma clareza mental e paz interior.
Por último sugere que nós façamos uma pergunta interna: Se eu tenho uma crença limitante que está me fazendo sentir assim, qual seria e como posso revertê-la em meu benefício? Apenas reflita e depois deixe para a sua intuição responder sem pressa e sem urgência, apenas como clareza e oportunidade de transformação.
Ainda aqui uma visão um pouco diferente neste livro chamado "Blink - a decisão num piscar de olhos - Malcolm Gladwell, publicado em 2005 no qual ele discorre de modo muito interessante sobre a intuição, não de modo espiritualista, mas com uma visão diferente e sugere que, naquela primeira fração de segundo quando pensamos sobre algo, o primeiro insight que nos chega é a resposta correta, especialmente se implica uma decisão, o que vem após isso são elucubrações mentais.
Espero ter ajudado, apenas lembrando o ensinamento mais precioso que já tive: confie nos caminhos que te levam para dentro e não os que te levam para fora, a era dos gurus já acabou, o poder verdadeiro está dentro e não fora, cabendo a cada um de nós estudar, pesquisar e encontrar os caminhos mais apropriados para o despertar de nossa consciência.
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