CARTAS XAMÂNICAS - TATU
CARTAS XAMÂNICAS
TATU - LIMITES
Tatu...
Ajude-me a armar minhas fronteiras
Mostre-me os meus escudos
Para que eu possa refletir a dor
Sem ceder
O Tatu carrega sempre sua armadura consigo – sua arma é parte de seu próprio corpo. Sua carapaça protetora é parte de seu ser, de tal forma que ele pode facilmente se enrolar em torno de si mesmo, transformando-se numa bola resistente que não pode ser penetrada por seus inimigos.
Que grande bênção esta de poder erguer uma muralha em torno de si, para impedir que a maldade alheia penetre! A lição do Tatu é clara: se você não quiser sentir-se invadido, tome as precauções necessárias para defender seu espaço vital.
Um exercício de reforço de suas proteções é o de traçar um círculo num pedaço de papel e considerá-lo um escudo protetor. No centro deste escudo, escreva tudo o que você deseja possuir, ter, experimentar ou proteger.
Não se esqueça de incluir aí todas as coisas que o fazem feliz. Assim procedendo, você estará demarcando fronteiras que deixarão do lado de fora todas as coisas e os seres indesejáveis e guardarão no interior tudo aquilo que você deseja, só deixando passar aqueles a quem você permitir que façam parte de sua vida.
Este escudo refletirá o que você é e o que é sua vontade para os outros em nível subconsciente. Do lado de fora, você pode assinalar aquilo que só deseja experimentar dentro de certos limites, como, por exemplo, a visita de um parente distante, as críticas de seus amigos ou colegas de trabalho e os pedidos de dinheiro ou ajuda.
Se o Tatu apareceu em seu jogo, isto significa que é tempo de você definir seus próprios limites. É possível que você tenha sido complacente demais e tenha deixado sua casa se converter numa verdadeira rodoviária, com gente entrando e saindo a toda hora do dia e da noite.
Pode ser que não tenha aprendido a dizer “não” quando necessário, mesmo nos casos em que você é obrigado a abrir mão de seus próprios planos para atender aos desejos alheios. Saia dessa, porque essa rotina pode levá-lo a ficar velho antes do tempo, ou conduzi-lo direto para um enfarte.
Talvez seja chegada a hora de você se fazer as seguintes indagações:
- Eu estou me concedendo o tempo necessário para atender às minhas próprias necessidades de repouso e diversão?
- Os outros estão me tratando como um capacho?
- Por que os outros nunca me dão o devido valor?
- Por que razão eu sempre digo sim, mesmo quando gostaria de dizer não?
Todas estas perguntas implicam necessidade de traçar limites claros para suas ações, definindo de modo inequívoco o que você está realmente disposto a fazer ou tolerar. Sua maneira de reagir diante das circunstâncias tem a ver com um comportamento mais objetivo de sua parte, o que implica uma definição mais precisa de sua disponibilidade.
Não é possível ser objetivo se você não souber exatamente onde termina a personalidade de outra pessoa e onde começa a sua. Se você não demarcar seus limites, acabará se transformando numa esponja, absorvendo o que deseja e o que não deseja.
Proteja-se e não se deixe contaminar pela ansiedade nem pela depressão alheias. Proteja seus limites com a armadura do Tatu e aceite somente a intrusão das coisas e das pessoas que lhe são realmente benéficas.
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