Cartas do Caminho Sagrado - 41 - A Morte do Xamã
41 - A MORTE DO XAMÃ
Morte e renascimento
Os ensinamentos relativos à Morte do Xamã assumem formas bastante diversas nas cerimônias dos povos da América Nativa. No entanto, todas elas possuem um ponto em comum: a ideia de que a morte representa o início de um ciclo de vida.
Já que a manifestação da Vida é vista sempre de forma dinâmica, dentro da Roda da Medicina, tudo aquilo que termina significa por sua vez, o início de alguma coisa nova.
A Toda da Vida possui inúmeros aros, os quais assinalam as diversas lições de vida e os diversos degraus que cada Ser vivo precisará enfrentar ao percorrer a estrada de sua vida física. Estes passos recebem o nome de Boa Estrada Vermelha e representam o sopro de vida, que nos chega sob a forma de espiral, proveniente do Grande Mistério.
Os Nativos Americanos aprendem, desde pequenos, que nenhuma pessoa deve julgar os passos que as outras estão dando em seu processo de crescimento; esse julgamento não passa de uma atitude tola e improdutiva.
À medida que a Roda da Vida gira, todos os seres humanos chegam aos lugares em que deverão aprender lições idênticas. É neste momento que a Morte do Xamã entra em cena. Cada vez que a lição de um determinado raio da Roda da Vida é aprendida, a Roda gira para que já comece a aparecer a lição contida no raio seguinte.
As facetas sombrias de nosso Ser, aqueles ângulos obscuros que inibem o nosso crescimento, são constantemente condenadas à morte
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