Cartas do Caminho Sagrado - 32 - O Tambor
32 - O TAMBOR
Ritmo / Tempo interno
O Tambor veio para os Filhos da Terra na época do Segundo Mundo, que foi também a primeira Idade do Gelo. O Fogo acabara de ser descoberto, e os Clãs e famílias reuniam-se ao seu redor, partilhando juntos de seu calor.
Os longos invernos eram passados no interior das cavernas, e eram aproveitados na preparação dos utensílios que seriam usados na primavera. Durante o inverno também se dançava, se tocava música e se realizavam cerimônias.
Um osso de perna, que sobrou de alguma refeição, servia como baqueta para bater o ritmo
Peles esticadas sobre troncos ocos, de diversas larguras e profundidades, serviam para criar Tambores de tons variados. No decorrer desta Idade do Gelo todas as cinco raças dos Filhos da Terra uniram-se às batidas do coração da Mãe Terra.
Elas perceberam que a Mãe participava de suas cerimônias e sentiram que, ao bater os tambores, criava-se um ritmo comum, quase imperceptível, que parecia emanar da Terra.
No interior de uma caverna, ou numa clareira da floresta, a batida do coração da terra afinava-se com a batida do coração de todos. Enquanto histórias das caçadas vitoriosas eram representadas diante da Fogueira o Tambor emitia um som grave e fazia circular uma energia que deixava todo o grupo em estado de frenesi.
Se o Tambor falante falou com você, é porque você está sendo solicitado a descobrir seu próprio ritmo interno. Talvez você esteja forçando demais a barra ou atropelando o ritmo.
De qualquer maneira, a falta de sincronia exige o realinhamento com as necessidades do corpo. Ritmo é coisa pessoal. Honrar o próprio ritmo é voltar a se harmonizar com o próprio eu. A partir desse ponto o bem-estar pessoal permite que você se harmonize com outros ritmos de vida.
O Tambor também diz que você deve se abrir para a ajuda que as batidas do coração da Mãe Terra podem lhe dar.
Em outras palavras, sua mente pode estar supervalorizando a capacidade de seu corpo, e o corpo não pode puxar a necessária energia da Terra porque está tentando acompanhar o passo de seus pensamentos.
Se isso é verdade, você está fora do compasso. Diminua a velocidade e redescubra e pulsação de sua verdadeira Mãe. Só assim a sincronicidade de seus movimentos não exigirá esforço algum.
Em todos os casos, o ritmo é a chave. Esteja atento a todos os ritmos e veja como o seu se encaixa. Se ele se sente bem, você se torna a música, e a dança que você está dançando se torna uma celebração da vida.
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