5a Aula - 05/09/2006 - Impulsos
5a Aula - 05/09/2006 - Impulsos
Existem cinco tipos de impulsos inerentes aos seres humanos: curiosidade, domínio, sexualidade, habilidade, presença.
Quando nós negamos algo em nós isso aparece de forma exagerada em outras pessoas que estão à nossa volta, como por exemplo: quando negamos (não aceitamos) que somos “mandões” (mesmo que somente em alguns aspectos e não em todos).
Surgem em nossa vida pessoas extremamente mandonas e autoritárias, as quais nos deixam completamente irritados e com muito ódio, com vontade de matar a pessoa.
Na verdade isso é apenas projeção e por esse motivo quando somos capazes de olhar para nós mesmos, enxergar essa característica em nós e aceitá-las, esses efeitos externos desaparecem.
Os impulsos reprimidos se transformam em “coisas” negativas que vão nos atrapalhar muito. Quando você tem um impulso, você pode adequá-lo a uma situação.
Porém na maioria das vezes, as pessoas negam esse impulso, julgando-o com os olhos da maldade; depois jogam-no para o inconsciente, depois ignoram e esquecem a situação toda.
Esse impulso foi então “negativado”, visto como negativo, porém a natureza não esquece e esse impulso negado e negativado fica “pulando”, tentando se expressar e vai para a zona anímica, podendo tornar-se pensamento compulsivo, compulsão de fazer certas coisas, ou medo muito grande de alguma coisa.
A síndrome do pânico é quando a pessoa negou tanto ela mesma que perdeu o laço consigo e passou a viver “fora”, ou seja, apenas no mundo exterior e seus impulsos de alegria e espontaneidade, graça, jovialidade, liberdade ou beleza, foram tão reprimidos e são tão fortes na zona anímica que acabam por tornarem-se grandes medos inexplicáveis.
Tudo porque a pessoa rejeitou a própria natureza e foi para o mundo, sendo bonitinha para os outros.
Por exemplo: a mesma moleca e levada que subia em árvores e era agitada e alegre, quando fica menstruada pela primeira vez, entra na conversa do mundo de que tem que ser a princesinha, a bonequinha, a mocinha bonitinha e perfeita que não faz mais as coisas de moleca; daí então vem a tpm que nada mais é do que a repressão desses impulsos naturais de alegria e espontaneidade.
Ainda falando da projeção: se somos muito arrogantes e pretensiosos em nossa cabeça, querendo ser “perfeitos” e “sem defeitos”, acabamos por fechar todos os caminhos, bloqueando toda a prosperidade e devido à grande sensação de impotência.
Devido ao fato de essas pessoas nunca conseguirem alcançar plenamente os níveis de suas próprias exigências, acabamos doentes e desempregados; que é para provar a nossa impotência e incapacidade de atingir esses padrões absurdos da perfeição.
Somados, todos esses impulsos que foram negativados, tornam-se energias negativas e muito pesadas em nosso corpo (causando cansaço, fadiga, desânimo, etc) fazendo-nos sentir mal, e com o seu acúmulo e com o tempo, vão fazendo a pessoa entrar em depressão, levando-a até a doenças.
Em outras palavras, quando queremos ser “bonitinhos” para os outros, negando a nossa verdadeira essência, acabamos por nos comprometer (diante de nós mesmos) e acarretar grande sofrimento às nossas vidas.
Os impulsos aceitam ser ajustados, adequados e adaptados para poderem se expressar; podem até esperar “um pouco” para serem realizados, desde que não sejam negados; porque dentro desses ajustes eles terão, no momento certo, a sua expressão e realização, deixando a pessoa feliz, porque o sentimento de realização é que faz e traz alegria em nosso dia-a-dia, em nossa vida. (morbidez: há um repressão de algo que achou “mau”)
Precisamos prestar muita atenção ao que nós sentimos e respeitar nossos impulsos, buscando esse sentimento de realização que nos faz feliz, aceitando e atendendo nossos impulsos com a educação e os ajustes necessários para sermos felizes, levando em conta o bem maior.

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