4a Aula - 29/08/2006 - Angústia

4a Aula - 29/08/2006 - Angústia

 4a Aula - 29/08/2006 - Angústia

Precisamos primeiro discernir entre sentimentos e emoções. Os sentimentos estão no peito (alma) e são: amor, ansiedade, angústia, alegria, etc e as emoções sobem da barriga (e abaixo) em ondas de emoção, são: raiva, ódio, empolgação.


A angústia é um sentimento que oprime o peito e é gerada na mente pois vem de uma situação no passado, na qual a pessoa fica presa e ainda não conseguiu superar.


Não importa há quanto tempo tenha acontecido, geralmente foi na infância: a pessoa ficou amarrada àquela situação, na qual sentiu muita raiva porque as coisas não foram como ela queria (imaginava ou achava que tinham que ser) e ela não aceitou aquela situação.


A aceitação da realidade é a chave para a mudança. A pessoa que não aceita (e não aceitou) uma situação é arrogante, porque não se importa se a sua exigência é (ou era) possível de ser atendida pelas pessoas envolvidas no caso (geralmente os pais).


É arrogante porque acredita que as pessoas “deveriam” satisfazer seus desejos e necessidades, independente da realidade delas; isso é uma forma de ser mimado e querer que se faça tudo o que você quer, todas as suas vontades e quando não é atendida se revolta e se fecha para o mundo:


“meu pai me repreendeu naquele dia então eu nunca mais vou ser feliz, vou ficar sempre de cara amarrada” ou “minha mãe não me deixou sair e agora o benhê também não deixa, eu nunca vou ser livre…”: tudo isso é uma forma de vingança contra o mundo e contra as pessoas que não correspondem aos seus papéis ou às suas expectativas.


Agindo dessa forma a pessoa fica também presa no “pobre de mim” e na crença do “coitadinho” e vai alimentando esses ódios e rancores até que um dia  eles somatizam uma doença (geralmente o câncer).


É necessário entender que a vida sempre age a nosso favor, especialmente no que diz respeito à nossa necessidade de crescimento, então nos proporciona as situações necessárias para o nosso desenvolvimento.


Além disso também há a lei das afinidades, que junto com antigos relacionamentos, nos atrai exatamente para a família que precisamos e que nos dará a oportunidade de crescer, ou seja, cada um tem aquilo que foi capaz de atrair e construir para si mesmo: está onde se colocou.


Trauma é quando a nossa vaidade foi profundamente ferida e nós não aceitamos o que aconteceu. Há dois tipos de pessoa mimada: a que realmente foi mimada na infância e a que gostaria de ter sido e como não foi é muito revoltada, vingativa.


A angústia fica lá  no fundo do peito guardada e quase esquecida (pois se originou de uma situação, no passado, mal resolvida) e, num dado momento, ela vem à tona por alguma situação correlata no presente, que a “puxa” de volta e a pessoa fica sofrendo “tudo” de novo e se sentindo impotente, pequenininha, em outras palavras, a criança que não pode reagir.


Por exemplo você oferece um copo de suco ou vitamina para o benhê e ele tem um ataque de raiva, porque lembra (por exemplo) de quando era pequeno e sua mãe “enchia o saco” para ele comer direito; na verdade ele está misturando os sentimentos e “confundindo” a esposa com a mãe. Quando uma ferida não é curada, você “sangra” em cima de quem não te feriu.


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