2a Aula - 15/08/2006 - Amebas

2a Aula - 15/08/2006 - Amebas

 2a Aula - 15/08/2006 - Amebas

Deve/ deveria: não atendido geral culpa e sensação de fracasso; fica com o peito oprimido. Isso acontece porque a pessoa é pretensiosa, quer ser maravilhosa e cria expectativas exageradas sobre o que realmente é e o que “pensa” que deveria ser.


Como as expectativas não se concretizam, então a pessoa fica se sentindo uma porcaria e acreditando que é má e que deve ser castigada (assim como era feito com ela quando era uma criança).


Então se põe para baixo e se castiga se odiando e se reprimindo, muitas vezes comendo (ou bebendo) exageradamente para compensar a sua frustração e literalmente se destruindo.


Ao final de toda essa castração da sua personalidade, ela, finalmente está se sentindo “solitária” porque realmente se afastou por completo de si mesma, ou seja, a solidão é a distância que estamos da nossa própria essência, ou “eu”, e de modo algum pode ser compensada ou preenchida por outras pessoas, visto que é a ausência de si mesmo.


Essas coisas ocorrem, no mais da vezes, porque desde muito pequenos fomos vistos como sendo “errados” ou “com defeitos” e fomos, sistematicamente, sendo “domados” (ou dominados por nossos pais e os mais velhos que conviviam conosco).


Através do medo, eles foram nos impondo, (acreditando que era bom) suas próprias ideias preconcebidas (e herdadas) sobre o comportamento e a atitude “ideal” e obediente, levando-nos cada vez mais para longe do “real”, da nossa própria  realidade.


E fizeram isso através de castigos e punições, físicas e/ou morais, até que ao final se conseguia o objetivo que era um ser humano quase robotizado e obediente.


Claro que isso é interessante a várias pessoas além dos pais, tais como : professores, chefes, religião, governantes e a própria rede (principalmente)!


Ao longo do tempo fomos dissimulando muitas coisas dessas pessoas; sendo que aquilo que era bom para a nossa natureza, essa permitiu que se nos introjetasse e o que não era ficasse na forma de energia ao nosso redor, e nossa aura, chamadas de formas-pensamento.


Com o passar do tempo e com a nossa aceitação dessas idéias elas tornaram-se muito fortes e sendo “gravações” de “falas” dos antigos adultos, sempre que saímos um pouco da direção imposta ou esperada, elas agem e desencadeiam uma série de “falas” de cobranças e exigências.


Ao longo do tempo não é mais necessária a presença física do adulto e essas formas-pensamento transformaram-se em verdadeiras “amebas” que uma vez instaladas ficam servindo como uma espécie de controle remoto para que, mesmo longe, nós continuemos a obedecer a essas pessoas.


Quando você as enfrenta com frases/ pensamentos do tipo: “não tô nem aí! vou fazer só o que me der vontade! vou sumir e largar tudo! etc…”, elas se manifestam fisicamente fazendo “pressão” na aura contra o corpo (em geral a cabeça) enquanto que disparam a “gravação” daqueles adultos simultaneamente.


Assim cresce-se, mas internamente continua-se criança e, pior, controlada por uma ameba(s)!


É necessário reconhecer, localizar, identificar essas amebas (tem que…., fazer isso senão… : fé e crença na maldade) para então, sistematicamente enfrentá-las para que elas finalmente possam desfazer-se (ir embora) voltar ao nada original que as gerou.


Exercitar-se, sentindo-se livre e dizendo: “Eu não tenho que nada! Eu escolho fazer somente aquilo que me dá prazer!”.


O mais importante é entender que não temos “defeitos”, nós todos somos “únicos”, a natureza não se repete. Tentar ser igual é ir contra a nossa natureza e só traz o desequilíbrio; precisamos aceitar que somos todos “únicos” e portanto “diferentes” uns dos outros, e assim sentiremos bem estar em estar em paz com a nossa natureza!


Esse é o caminho para o equilíbrio e para a expressão própria, especialmente se formos capazes de nos “bancar”, ou seja, nos dar apoio incondicional, ficar do nosso lado.


Tudo aquilo que é visto como “defeito” é na verdade uma virtude não desenvolvida. A raiva por exemplo, bem direcionada, dá o impulso necessário para termos força para agir e mal direcionada apenas cria violência e sofrimento.


Sabendo que somos “perfeitos” para ser o que somos e “péssimos” para tentar ser o que não somos; devemos então nos respeitar, sermos modestos, deixarmos a pretensão de lado, sermos naturais, espeitando a nossa natureza.


Principalmente não aceitando as imposições alheias e também não nos fazendo imposições que estejam além da nossa capacidade: “eu posso mudar alguma coisa em mim que esteja me incomodando ou me trazendo sofrimento, mas de modo algum eu preciso me “consertar”, justamente porque eu não tenho defeito.


Só assim eu serei capaz de me amar e receber o amor e a apreciação das pessoas; todos sabem apreciar a “verdade” quando a vêem em uma pessoa; portanto não seremos admirados por feitos extraordinários, mas sim por sermos simplesmente nós mesmos; naturais e espontâneos.


A vida nos trata como nós mesmos nos tratamos e, portanto, devolve aquilo que nós nos damos. O contrário da pretensão é a modéstia; quando realmente sabemos exatamente do tamanho que nós somos; nem mais nem menos, nem maior nem menor do que ninguém!


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